Alexandria

Você é o que você ouve
Ouvir você é mergulhar
Numa piscina de vidro
Com o corpo em chamas

Você não é o que me diz
Não se mova até eu chegar
Um mergulho desesperado é uma chance de encontrar no ar
A solucão para o passado que se recusa a nos deixar

Você é o que você vê
Viu meus olhos e desistiu
De me fazer do seu jeito
De outro jeito não serviu

Você é o que você sente
Eu fiz questão de te marcar
E os muros da cidade gritavam pra eu parar de dançar
Não adianta abrir as portas do céu e plantar armadilhas

Não sou o que você pediu,
Mas posso tentar.
Não sou o que você pensou,
Mas posso tentar

Você é uma escolha
Eu te pedi pra não escolher
Entre nós e os meus discos de rock
E os livros que vamos ler

Você é o que você perde
Me perdi e você se foi
Já faz tanto tempo e eu tentado não me acabar
Em velhas novas mensagens
Que nunca vão chegar

Não sou o que você pediu,
Mas posso tentar.
Não sou o que você pensou
Mas quero tentar.

(Flávio Petit)

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

2 Responses to “Alexandria”

  1. Flávio Petit disse:

    Assim vocês me fazem gostar do que escrevo…

    • Roberta Dias disse:

      Amigo, você escreve lindamente e as suas palavras compartilham sentimentos e experiências. Não importa o quanto a vida seja dura contigo, nem o quanto as pessoas te decepcionem ou te façam sofrer, apenas não deixe de se mostrar ao mundo exatamente do jeitinho que você é. Estou com saudades!
      Beijo carinhoso,
      Beta

Deixar um comentário