O fazedor – Jorge Luis Borges
O livro é composto por contos, ensaios e poemas líricos. Segundo o autor, essa é a sua obra mais pessoal porque é pródiga em reflexos e interpolações, isto é, interrompe, intercala textos.
Ler Borges é um desafio, é algo desconcertante!
Poderia citar vários trechos, mas selecionei apenas um:
“Limites
Há uma linha de Verlaine que não voltarei a lembrar.
Há uma rua próxima proibida a meus passos,
há um espelho que me fitou pela última vez,
há uma porta que fechei até o fim do mundo.
Entre os livros de minha biblioteca (posso vê-los agora)
há um que não mais abrirei.
Neste verão farei cinqüenta anos;
a morte me desgasta, incessante.”
(De Inscripciones, de Júlio Platero Haedo, Montevidéu, 1923.)
(Roberta Dias)






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